segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ando muito bem, obrigado.

De um lado, triste, mas é uma tristeza que já me acostumei e que me acede uma vez por ano, quando minha irmã e sua família vão embora daqui de casa, durante sua visita anual. Vi a Benedetta aprender a andar - com minha ajuda, que fique registrado! -, o Lorenzo se desenvolver ainda mais e descobrir novas palavras, dividi meu tempo com a Regina, enfim, todas as pequenas coisas que me alegram tanto, mas de que não posso sempre usufruir.

De outro, feliz, por ter conhecido tantas pessoas boas em um curto período de tempo. Minha vida profissional e pessoal girou como boleadeira daqueles gaúchos míticos e talvez tenha acertado algo bom que estava correndo pelos Pampas. Metáforas tontas à parte, quero mudança e quero continuar com este coração tranquilo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

E então, aquela estranha estrela brilhou dentro de mim

Curiosamente meu padroeiro, Santo Acaso, continua a me surpreender todo dia. Por vezes, são vicissitudes que ele traz em sua algibeira; por outra, pequenas alegrias na forma de um texto antigo achado dentro de um livro, ou mesmo boas pessoas que surgem como que trazidas pelo vento. Neste último caso, acabam deixando um efeito colateral em mim, um sorriso silencioso de reverência por estar vivo.

Pode soar piegas isso, e realmente é; mas isso surgiu na minha cabeça assim que acordei e não poderia deixar de registrar este estado de espírito, essa oscilação gerada por conta de uma simples conversa.

Carrego a contradição de gostar de pessoas e ao mesmo tempo desgostá-las. Sou de pouquíssimas amizades e muito colegas, e isso já me rendeu um ou outro dissabor, embora minha memória seja curta quando o assunto é sofrimento.


[Caro leitor, a folha estava rasgada e o restante do texto não pôde ser recuperado.]

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Leituras

Postezinho rápido para não deixar o Pátio esvaziar.

Comecei a ler o Livro dos Espíritos. Há tempos que desejava começar a ler algo da doutrina espírita, religião que conheço tão pouco. O próximo passo: talvez alguns trechos do Alcorão, ou retomar a leitura dos Vedas!

Para quem não sabe, religião é um tema que me fascina, mesmo eu sendo agnóstico. A mistura de fé, mito e técnica que a maioria dos livros religiosos carrega acaba não sendo fruída em toda a capacidade, o que é uma pena! Tantas leituras possíveis, tanto para aprender!

Pois bem, além dele, estou com O homem invisível, A invenção de Orfeu, A sombra do vento e O lobo da estepe para acabar, alguns com pouco menos de uma dezena de páginas para serem terminados. Sim, é vergonhoso... Mas quem tem o hábito de ler mais de um livro ao mesmo tempo conhece este martírio.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Epitáfio-epítome

O sorriso tímido de Carlos,
Os óculos de Hermann,
O timbre numa carta de Ariosto,
O cigarro do Zé Paulo.

Cada qual com seu pertence.

Só tenho a canalhice deste sorriso franco.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Como o gelo condensado num portão, que, sem saber, corta os dedos de quem por ventura pousa a mão suavemente.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

sábado, 30 de julho de 2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Bertrand Russell

"A civilização consiste (...) intelectualmente, certo mínimo de conhecimento geral, capacitação profissional e hábito de opinar baseado em provas; moralmente, de imparcialidade, cavalheirismo e um mínimo de autocontrole. Devo acrescentar uma qualidade (...) talvez fisiológica: entusiasmo e alegria de vida."

Bertrand Russell, no "Educação e disciplina".

segunda-feira, 25 de julho de 2011

domingo, 24 de julho de 2011

Necessidade

Pobre homem, tu te enganas
quando pensas que olham para ti.
Tu te equivocas ao pensar que há surpresas,
passagens secretas feitas em rochas sem memória.

E então tu procuras.
Cavuca a terra, olha sob um seixo,
entra em tua casa e mira os alfarrábios
como se algum deles contivesse matéria plena de sentido.

E não há. Ao menos não ainda.
Talvez nunca haverá, é impossível prever.

Teu caminho é tu quem faz,
mas sempre te faltarão lajes
e terras aplainadas que te sirvam.
Bem sabes disso, e procuras;
procuras sempre aquela que dará
lajes, plainas, olhares
para, quem sabe um dia,
seguirdes palmilhando a estrada.
Deverias te esquecer por um momento
que dois é mais que um.

Madrugada seca

Meu peito queima.

São bombas que não ouso rasgar,

embora queira rasgá-las.

Minha falta de crença tão sentida

e meu excesso de vontades

combinando-se pouco a pouco, em vias da reação fatal.

Meu ser humano, ser mineral, alcalino.

Meu pensamento, nada divinatório, me diz

Que em solo seco não surgem frutos do futuro.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Post pra testar o app do Blogger pro Android.

Pêndulo ao vento

Meus versos têm saído de trás pra frente nestes dias.

A vista enevoada ajuda - fazer poemas também é modelar nuvens - mas não ultimamente.

Começo a escrever sobre o garoto passando na calçada, me vejo descrevendo Shiva Nataraja.

Penso em feltro, vejo uma menina.

Embora não pareça, tudo entrelaçado por fios finos e longos ao largo numa estrada, prontos pra serem puxados e derramarem tudo sobre esse papel parado à minha frente.

terça-feira, 12 de julho de 2011

O entre.

Entre o outro e o eu, um abismo.
Uma sinfonia de notas não tocadas
marcada numa pauta de possibilidades fugidias.
Um abismo, três passos, dez pontes,
cinco paços, dois poentes - que importa?

A distância é infinita.

Minha mão a alcançaria, se a levantasse,
mas não ouso.
Tudo a seu tempo, mesmo as pontes.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Astronomia e Poesia

Não encontrei este poema de Carlos Drummond de Andrade por aí, então aqui fica o registro de um dos grandes divulgadores da ciência, Rogério Mourão, e a lembrança da sensação de alumbramento que nosso Universo pode causar às mentes mais curiosas.

O poema está no livro Corpo.



O CÉU

Na quietude da sala, em um dia qualquer
eu conversava com Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
seguidor dos árabes.
O céu veio à conversa.
O espaço dilatou-se
e uma luz diferente,
vermelha, branca,
alaranjada,
pousou em nossas peles e palavras.
Senti que estava perto Betelgeuse,
e Antares e Aldebarã
ocupavam espaço incomensurável na sala restrita.
Tinha à minha frente as três Zuban
- El-Gaubi, El-Schmali, El-Ekiribi.
Nada me atraía mais do que Zamiah,
que fulgiu e sumiu deixando em seu lugar
Merope, Celaene.
Completamente banhado por Sírius e cercado pelas sete Plêiades,
já me desfizera de tudo que é superfície e cuidado e limitações
para viver entre objetos celestes.
- Procyon - exclamei, e Ronaldo apontou
para o clarão de Alumadin.
Vi Margarita, Fomalhaut, no desdobramento abissal
o desfile de corpos ambíguos, intermitentes, enigmáticos.
O céu, o infindo firmamento,
girava em função do verbo solto,
por acaso, na conversa de ignorante e astrônomo.
Por que seguir em frente e de olhos fechados
Se a vida pode ser dançada?

Passeio

Passos levam a lugares inconclusos.
Acredito que nunca devem ser fechados em si;
a surpresa pode estar sob um seixo,
atrás de uma moita ou mesmo
dentro de um caderno roto com caligrafia antiga.
Por isso, nego-me a aferrolhar qualquer cancela.
Permaneço do lado de fora, andando pelo mato aberto
E pedindo licença à árvore em que me encosto,
para juntos olharmos as estrelas.

A busca, ela sim vale mais que o encontro.
É pela busca que corremos, saltamos
e atravessamos o infinito que reside entre
a poltrona e a porta.

O infinito espaço dentro de uma escolha.

domingo, 5 de junho de 2011

O subjeto [trecho]

Havia na estante uma edição das Fábulas Enganosas, com a capa carcomida e desbeiçada. No lugar da lombada, apenas os cadernos e suas costuras desguarnecidas, algumas soltas. O alfarrábio chamou minha atenção e, por fim, acabei retirando-o da prateleira.


Folheando a esmo, parei na página 49, curiosamente no início de uma das fábulas mencionadas pelo título. O nome, estranhíssimo: O Subjeto. Falava de um coelho que se encontrava com um animal de características fantásticas, um anticoelho, ou uma antipantera ou um antibasilisco, que a toda hora mudava de forma e de cor, assim como o som característico que produzia ao se metamorfosear, sempre misturando ao menos três sons diferentes dos animais mais díspares entre si. Ao mesmo tempo, aquele “antianimal” era inanimado. Um objeto, em suma, mas com tantas idiossincrasias quanto possível, e a maior delas era ser inanimado e ao mesmo tempo latir, zurrar e não ter pelos ou bico, e tendo-os. Era o tal do subjeto do título.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Moto-contínuo

Este primeiro semestre foi especial pra mim em muitos sentidos.

Pessei por grandes perdas com uma serenidade que achei que tinha perdido. Com isso, reavaliei muitos de meus atos e posturas, descobri falhas e fortifiquei algumas virtudes.

Voltei a estudar sozinho.

Resolvi deixar a vergonha boba de lado e aprender a dançar.

Fiz novos amigos, reencontrei alguns antigos. Me aproximei mais de pessoas muito queridas, mas que estavam distantes.

Botei um pouco da fantasia do meu mundo no papel e logo mais quero imprimi-la e tentar alegrar algumas crianças.

Agora mesmo ando pensando em coisas novas, coisas que quero concretizar.



Trilha do post: Asian Kung Fu Generation, Aozora to kuroi neko

quinta-feira, 2 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

terça-feira, 31 de maio de 2011

Letra sem música

Ainda vou mexer muito nisso, coloquei aqui só pra não esquecer mesmo. É um rascunho do rascunho.


_____



Hoje é um dia de vento frio
Oh vento nos carregue para
uma estrela que gire
lentamente e amarelo.

Esse ar gelado que enche meu peito
sopre minhas esperanças.
Sopre-as até aquela janela
e faça da minha voz um sussurro.

A fumaça do chá fazendo círculos
e o aroma em cada gota de vapor.

Oh vento nos leve até uma estrela.

Distração, memória

Queria um poema sobre amor
Mas pensava em xícaras.

Em como gostava de seu café puro
com bolo de festa para adoçar.

No chá que - ele bem sabia -
ela tomava nas tardes de outono.

Nos cappuccinos divididos com os amigos.

Na sensação dos dedos gelados
tocando o copo quente de papel.

No banco da padaria lá de sua cidade.

Nos cafés com seu pai, na sua faculdade,
em casa, sozinho com a janela,
as árvores e o vento.

Sem perceber, escreveu um poema de amor pelas coisas.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Pai

Eu estava escovando os dentes para ir trabalhar. Uma tia telefona, minha mãe atende. Meu pai morreu. Minha mãe derrama algumas lágrimas, eu permaneço impassível.

Ainda estou, e sinto-me mal por não ter sentido nada além do espanto no momento da notícia.

Fui trabalhar - como sempre, estou escrevendo no metrô - e no caminho até a estação me lembrei dele, uma figura meio quixotesca, cavaleiro do ridículo que não conseguia domar seus próprios desejos; de riso fácil, sempre com uma piadinha pronta ou uma boa história para contar. Se vivêssemos juntos agora, seríamos grandes amigos.

Dos meus quase trinta anos, vivi dez com ele. Saímos de casa, começamos de novo e sem ele. Vi minha mãe sofrer muito para nos sustentar, enquanto eu vivia com minhas fantasias de criança e observava meus irmãos crescerem - melhor, engrandecerem-se. No começo de minha adolescência o via esporadicamente, e depois ele mudou de estado, indo morar com uma irmã.

Se eu tiver um filho, não quero que sinta o que senti ao saber da morte do pai: indiferença.

Hoje não quero pêsames, não quero nada, apenas que não falem comigo nem que exijam coisa alguma.

Essa distância, essa ausência, ajudou a me moldar. Não sou uma ave que foi ensinada a caçar, mas aprendi a escalar picos sozinho, e devo isso involuntariamente a meu pai, bem como inumeráveis exemplos, para o bem e para o mal.

E basta.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Caligrama I

Primeira brincadeira com os caligramas! Bem gostoso de fazer; imagino como o Apollinaire se divertia com isso. =3

manhã - 22/01/2011


Por que o fantástico, a escolha pela fantasia? A pergunta, simples, não tem como par uma resposta satisfatória.

Talvez eu ame o fantástico por não acreditar ou não me satisfazer com o que o real me traz, seja ele o cotidiano, seja a literatura. Posso assegurar que a literatura sobre o tédio burguês, que tanto ensinam nas faculdades, é pra mim tão enfadonha quanto um pão seco e um copo de café com leite, ou seja, tem lá sua utilidade, mas não me interessa de modo nenhum. Em contrapartida, a literatura do estranho exerce um fascínio sobre mim, proporcionando curiosos estados de alma, uma euforia misturada com estupefação. É algo difícil de explicar.

Percebi minha necessidade por ângulos diferentes e curiosidade pelo novo, embora esse novo geralmente não se coadune com as novidades práticas ou úteis de modo imediato, ao passo que teorias e visões particulares de mundo encantem-me - exceto as filosofias metafísicas que pressupõem estruturas rígidas e engessantes. Não as chamaria de falsas, pois julgo que "realidade" é um conceito aberto que depende muito do observador.

Novamente, por que o fantástico? Uma escolha, uma inclinação? Sei lá a resposta.



Imagens:
Emma Bovary, Charles Léandre.
Gilgamesh, Yoshitaka Amano.

Máximas mascaradas

E um monte de gente pensa assim.

"Não basta estar bem; você deve estar ótimo."

manhã - 16/09/2010

Fui lá comprar um presente. Escolhi uma caixa bem bonita, roxa com bolinhas brancas.

Aproveitei e fui até a seção de discos. Procurava algo que prestasse na parte de música brasileira, até que ouvi uma voz que soava entre o solícito e o mecânico: "A velha guarda fica aqui, logo embaixo do chorinho". Fui ao outro lado da prateleira e vi o vendedor se afastando, enquanto seu interlocutor se abaixava, um homem idoso mas de muito vigor, poucos cabelos e mãos inquietas que não passavam mais do que três segundos sobre cada caixinha.

- Essa Revivendo tem capas horríveis - tentei entabular uma conversa. A resposta foi um "é..." meio entediado, seguido de uma pergunta, semelhante a um teste para iniciados, respondida até que com certa facilidade.

A conversa seguiu e foi muito boa, embora curta. Não sei se lisonjeiros ou imprecisos, mas estimamos as idades, 20 e 65; erros grosseiros, tínhamos 29 e 79. Ele, fã de Dalva de Oliveira, faz aniversário dia 20 de setembro! Chegamos a cotejar algumas similitudes virginianas, ele com LPs, eu com livros.

Seu nome eu esqueci, mas tinha cara e jeito de Antônio, além do mesmo espanto que o meu, encontrar alguém com gosto musical semelhante.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Pessoas muito parecidas são como dois pássaros voando juntos: ao se tocarem, correm o risco de cair.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Pequenas mudanças

Mudei um pouco a descrição do blog.

Eu achava a anterior mais bonitinha e tudo o mais, mas um pouco pedante...
E troquei a foto também! A anterior era de 2006. De lá pra cá meu rosto mudou um pouco, o cabelo, as atitudes. Amadureci bastante ao longo desses anos, e pegando o que venho escrevendo, a diferença se nota.

Bom, vou deixar a antiga descrição aqui pra que fique registrada - e porque eu achei bonita, conforme já disse. ;)

"Aqui atualizo e exponho algumas das dúvidas, limitações e pequenas alegrias de meus dias, de modo titubeante e esparso, como cabe a um indeciso de mão cheia. É meu pequeno patíbulo onde mato as horas ainda não mortas, sepulto as ideias e vejo-as renascer sob outro signo."

Manhã de maio

Minha cabeça anda toda invencionada.
Pra todo o lado que olho,
que na verdade é o lado de dentro,
vejo a mesma coisa, escondida por mil cifras.
Embora eu desejasse explicar do modo simples,
as coisas só me vêm de jeito torto,
que é o jeito certo, já que galho não tem régua.

A melhor coisa a fazer é abrir a janela.
Sentir a lufada de ar rir no meio dos cachos,
a luz perene acariciar a pele
e a terra murmurar que está com sede.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Nulo

O chão some, surge a queda.
A vala no fim da rua,
A água suja que a percorre.

Ausência de tristeza, de tudo.
Apenas um vazio,
Sem vento frio nem nada.

A própria vergonha de não saber sentir
sustenta
Impassível cariátide.

A face de mármore,
O peito anestesiado para a vida.
Um sentimento que não é um sentimento.

É um fim.

sexta-feira, 4 de março de 2011

28/02/11

Esta hora já passa das onze da noite, e a garoa boia esparsa e cai no asfalto, que rebrilha com as luzes dos faróis. O frio agora só é barrado pelos pêlos de meus braços, isso enquanto espero a passagem de algum táxi vazio que possa me levar para casa.

O serviço de rádio-táxi estimou cinquenta minutos de espera; agora, não há previsão. Em vez de acompanhar a queda da garoa da janela de casa, registro o movimento dos carros, tão pouco dissonantes quanto quereria eu que os fossem.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Meta e treino

Ultimamente eu tenho escrito muita coisinha miúda, sempre em forma de narrativas curtas, num espasmo que vem durando dois dias. A meta é permanecer treinando e escrevendo, seguindo o conselho de Braulio Tavares: "escrever sempre (um pouco, mas todo dia) é mais importante do que escrever muito."

A entrevista, por sinal, está muito boa e pode ser lida aqui.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Falando de amor

Ferx diz:
Tudo beleza covosco?

[b][c=2]·٠•● Eagleheart ●•٠· ≈ Let's rock! [/c=51][/b] diz:
tudo, e contigo?

Ferx diz:
tudo na perfeita paz
tirando uma discussão que tô tendo com a impressora aqui

[b][c=2]·٠•● Eagleheart ●•٠· ≈ Let's rock! [/c=51][/b] diz:
impressoras sempre são temperamentais

Ferx diz:
tô quase terminando com ela

[b][c=2]·٠•● Eagleheart ●•٠· ≈ Let's rock! [/c=51][/b] diz:
permita que ela dê uma explicação!

Ferx diz:
nossa relação tá ruim faz tempo
quando ela veio morar comigo, piorou.
a gente achou que seria bom, mas ela é cheia de manias
e olha que nem fico cobrando

[b][c=2]·٠•● Eagleheart ●•٠· ≈ Let's rock! [/c=51][/b] diz:
ela fica pensando que pode ser mais que você... Isso é ruim, muito ruim
principalmente, quando ela deve obediência a você, afinal, você é quem a alimenta, dá abrigo...

Ferx diz:
claro, cadê o respeito?
hahahahaha

[b][c=2]·٠•● Eagleheart ●•٠· ≈ Let's rock! [/c=51][/b] diz:
ninguém respeita mais os benfeitores hoje em dia!
huhuhuriheurhuirhuiehruhrewuhu!!

Ferx diz:
ainda mais os paternalistas!!!

[b][c=2]·٠•● Eagleheart ●•٠· ≈ Let's rock! [/c=51][/b] diz:
gente, que horror
já pensou em bater nela? merece uns tapas!

Ferx diz:
Não chega a tanto
ela fica com a luzinha verde pra mim
piscando
fazendo charme

[b][c=2]·٠•● Eagleheart ●•٠· ≈ Let's rock! [/c=51][/b] diz:
hum... Se ela tá piscando pra você, né, ainda há esperança!


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Elys, valeu pela conversa!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Só há uma coisa melhor que acordar cedo: dormir até tarde.
Acordo como o Bozo, passo o dia como o Tropeço e vou deitar como o Ramsés.
A desunião faz a forca.
Aceita-se cartões de crédito e de óbito.
A priori: eu deixo pra depois.
Quem está sempre feliz é triste e não percebe.
Lembra-se daquele cara que morreu de falência múltipla dos órgãos competentes?
Não omita o mito.
Quem primeiro a bater no peito se ufana das próprias qualidades esconde dentro de si truculências, despotências, remelências.
A amizade é inapelavelmente um nervo exposto.
Avó é mãe com diabetes.
Calvície: acontece nas melhores cabeças.
Fé em Zeus e pé na escada.
Te pedem a mão e já querem o baço, com leucócitos e tudo o mais.
Uma das minhas maiores felicidades é ter um lado triste.
De vagar se vai o monge.

Epitáfios possíveis

"Amava aprender, odiava estudar."

"Sempre quis trabalhar, acabou empregado."

"Grande artista, sua maior performance foi morrer."

"Viveu como um passarinho: quase não comia."

"Ateu ferrenho, conquistou o paraíso."
Se tivesse de dizer qual o maior desafio de minha vida, diria que é a inércia.
Uma das melhores invenções será a fantasia.
Dos amigos, tenho convivido bastante com a despensa e a estante.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Eu tinha pensado num poema, mas deixei a janela aberta e ele saiu voando.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Galo, signo chinês

Personalidade do Galo

São frequentemente brilhantes mas não muito práticos. São hesitantes e confiáveis. O galo, nascido sob o signo da sinceridade, tem uma personalidade floreada e colorida e é meticuloso em tudo o que faz. Os nascidos sob este signo tendem a ser bem organizados e preferem planejar bem todas as atividades. São altamente inteligentes e são geralmente bem instruídos. Também exibem um grande sentido de humor e são uns eficazes e persuasivos oradores. Amam a discussão e o debate e exibem pouca hesitação em falar no que lhes vai na cabeça, frequentemente sendo pertinentes nos seus pontos de vista. O galo é geralmente muito digno nas suas maneiras e apresenta-se com um ar de autoridade.

Outra característica do galo é que carregará sempre um caderno ou pequenos pedaços de papel, constantemente escrevendo lembretes ou factos importantes. Tendem às vezes a deixar a sua imaginação funcionar afastando-se com eles. Odeiam também o criticismo e qualquer um que tente erguer-se demasiado nos seus assuntos não será bem tratado.

O galo geralmente tem uma família grande e, como pai, tem um interesse particularmente acivo na instrução dos seus filhos. São extremamente leais aos seus sócios enquanto estes lhes permitirem perseguir todos os seus variados interesses.

O Homem Galo

Tanto quanto a aparência geral, nós podemos distinguir dois tipos principais de homens do galo: Um é bem constituído, assemelhando-se à representação clássica de Hércules; o outro recorda um tanto Apolo, com seus membros longos, a cintura fina, e os músculos moderadamente aparentes.

GALO METAL - 1861, 1921, 1981

Um tipo prático, exigente e industrial de galo com um jeito próprio para cativar os outros com os seus brilhantes poderes de dedução. Investigador, optimista e idealista, terá uma atitude apaixonada para o trabalho. O metal fá-lo-á critico e forte, terá uma grande necessidade de relevar importância e fama. Poderia ser fastidioso sobre a sua imagem ou demasiado convencido e não pode subscrever os pontos de vista dos outros prontamente. Embora seja factual e razoável, é-lhe difícil ser totalmente imparcial quando o seu ego é desafiado directamente. Quando é negativo, sujeitar-se-á mesmo a uma examinação clínica rotineira. O galo do metal podia ser inibido com as suas emoções apesar de seu bravo aspecto externo. Insistirá em manter a ordem na sua vida e exigirá condições higiénicas aonde quer que esteja ou vá. Mas quando este galo aquisitivo for atraído à riqueza material, apelará também a reformas sociais. Sentirá a necessidade de estender os seus serviços e conhecimentos a todo a humanidade e sentir-se-á realizado em resolver problemas sociais ou em instigar reformas para o avanço da humanidade.


Ascendente - Nascido durante as horas do Cão - entre as 7 p.m. e 9 p.m.

Galo susceptível de falha nos seus cálculos mas no entanto muito justo. O cão fá-lo menos convencido. No entanto, você deve esperar uma cor espectacular desta combinação de duas mentes igualmente idealistas e de línguas afiadas.


http://www.hoops.pt/astrologia/galo.htm


CARACTERÍSTICAS GERAIS DO SIGNO

Movido por um desejo interior enorme de atingir a perfeição em todos os sentidos, inclusive no plano espiritual, o nativo do Galo prima pela simplicidade em relação aos bens materiais, pois não se deixa ofuscar pelo luxo ou pelas suas posses, que são muitas, graças a sua capacidade de ganhar dinheiro.

Preocupa-se com o próximo com uma dedicação extrema, cuidando carinhosamente daqueles que precisam de sua ajuda. Essa característica toda própria faz com que se dediquem às profissões da área médica e da assistência social.

É metódico, inteligente, com um charme todo especial pela sua ternura, encantando a todos com seu espírito observador e analítico. Quando se trata de expressar os próprios sentimentos, no entanto, o Galo é tímido e retraído, o que lhe traz inúmeros problemas no relacionamento amoroso e sexual.

Aprecia as novidades e se entrega à vida com um entusiasmo contagiante. Podem ser muito mordazes em suas opiniões a respeito das pessoas e detestam a crítica. Quando magoados, tornam-se agressivos e demonstram até certa crueldade.

Não tem, no entanto, espírito vingativo, pois sua memória para fatos desagradáveis é muito pequena. Em pouco tempo se esquece de uma ofensa.

Não se arrisca, preferindo traçar metas e objetivos realistas e ao seu alcance. Preserva sua própria liberdade, mas não evita de se intrometer na liberdade alheia.

No sexo não é o que pode ser chamado de amante perfeito, mas pode ser romântico e sensual, se isso lhe for despertado.

Saúde: os ossos em geral, todas as articulações, os joelhos em particular, e o fígado.

Virtudes:
o Galo prima pela boa educação, pelo refinamento e pela polidez, impondo seu espírito ordeiro e pacato. Afável e fiel.

Defeitos:
desejo exagerado de perfeição, levando ao pessimismo e à melancolia e à insatisfação consigo mesmo. Falador e egocêntrico.

Compatibilidade com os outros signos:

Rato - Incompatíveis. No máximo se tolerarão.
Boi - Excelente união, sucesso juntos.
Tigre - Incompatíveis, pequenos choques que esfriam a relação.
Coelho - Incompatíveis. Discórdia e falta de compreensão.
Dragão - Compatíveis. União próspera e feliz.
Serpente - Excelente união, compreensão e confiança mutua.
Cavalo - Compatibilidade difícil, barreiras de personalidade a transpor.
Cabra - Reservas dificultam o relacionamento. Tolerância moderada.
Macaco - Compatíveis até certo ponto. Tolerância ajuda quando há interesses comuns.
Galo - Incompatíveis, choques e lutas interferem no relacionamento.
Cão - Compatibilidade mediana, ressentimentos ocultos abalam a relação.
Porco - Compatíveis, mas a personalidade de ambos atrapalha um pouco.


http://www.paiogun.com/horoscopo-chines-signo-galo.htm

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Parada antes de entrevista de emprego


Estou neste momento tomando café da manhã num boteco, comendo um bauru com personalidade de pão de batata e bebendo café num copo sujo. Na mesa à direita um homem lê um desses jornais diagramados em vermelho e preto, enquanto uma tevê grita tão alto que a escuto estando eu de fones de ouvido.

O bar não é dos mais bonitos - é feio - mas é dos mais comuns, exceto pela ilustre presença de um pôster enorme de Larry, Moe e Curly na parede, ladeado por fotografias dos Beatles e de Jerry Lewis sorrindo.

E, sim, sorri de volta.



Reproduzirei aqui o artigo de Maria Rita Kehl publicado no Estado de São Paulo dia dois de outubro, véspera das Eleições. Este artigo culminou na demissão da psicanalista, prova de que nossa imprensa tão elevada tecnicamente ainda engatinha no quesito isenção e salvaguarda dos direitos de manifestação.



Dois Pesos...


Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

domingo, 29 de agosto de 2010

Zenithia

Minha nova paixão tem nome: Dragon Quest.

Relutei para jogar, larguei o sétimo episódio ainda no começo (ah, meu saudoso PSOne...), pois eu estava numa fase de querer jogos 'grandiosos', deslumbrado com Final Fantasy, mas aí uma moça muito linda - muito mesmo, vocês nem imaginam - inventou de me dar um Nintendo DS. Baixei Dragon Quest IV - The Chapter of the Chosen e estou há setenta e poucas horas jogando essa belezinha.

Os gráficos são simples, a trama também, mas a história do jogo se mistura em dezenas de historietas que desenrolam no clássico "equipe de heróis salva o mundo", mas de um modo simples, gostoso de acompanhar.


Borya, o feiticeiro ranzinza.


No campo das personagens, o carisma transborda: há o herói (o nome dele é escolhido pelo jogador, uma tradição de Dragon Quest), que teve sua cidade natal destruída por uma horda de monstros; o soldado Ragnar; as irmãs Maya e Meena, que buscam vingança pelo assassinato de seu pai; Alena, a tsarevna (um jeito chique e russo de escrever princesa) fujona que abandona seu reino junto com Kyril, um jovem sacerdote apaixonado por sua princesa, e Borya, o simpático senhor de cabelo wolverinesco da imagem acima. Não podemos esquecer de Torneko, um mercador de armas gordinho e bigodudo!

A trupe pode parecer estranha, especialmente pela presença de Torneko, mas é justamente essa heterogeneidade que torna as personagens tão carismáticas, além do design de personagens de Akira Toriyama ajudar e muito.

Ilustração de 1990 e outra do remake para DS, de 2007.
Quanta diferença, senhor Toriyama!

Dragon Quest IV é o primeiro da trilogia Zenithia, mas não precisa ser jogado antes dos outros, já que a história de cada jogo é independente. O elemento que relaciona todas elas é justamente Zenithia, o castelo no céu - e na época que o jogo saiu, 1990, castelos aéreos não eram moda! -, e seu papel na balança de poder do mundo em que os jogos são ambientados.



O que um mercador usa para acertar inimigos que aparecem no meio da estrada? Um ábaco, claro!

Há tempos queria escrever um pouco sobre jogos aqui e finalmente postei algo, justamente sobre essa série que nunca joguei pra valer. Mas agora com licença, que vou dormir (mentira, vou jogar Dragon Quest).

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Samba

Lembro-me de um comentário do Chico Buarque sobre o samba, dizendo que a letra chorava e a música sorria. Minha mãe está aqui ouvindo Adoniran e notei que em muitos sambas paulistas a música também chora. Em compensação, muitas vezes a letra gargalha e nós gargalhamos juntos.



Adoniran Barbosa - Despejo na favela




Adoniran Barbosa - Acende o candeeiro

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Atualizei o post do Epigrama de Seikilos.

O MP3Tube deu pau há algum tempo e a versão músicada de Seikilos foi pro espaço. Depois de procurar um pouco, achei uma que me agradou. Ela veio pro blog e foi para o meu tocador de mp3.


E lembre-se: Enquanto vives, brilha!

=)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ser-Amor

Quem julga o amor inexistente
Precisa rever suas convicções
Sejam elas ontológicas,
Meta ou mesmo parafísicas.

Amor é questão de estado.
É Ser, irrefutável.
Primeira postagem feita pelo celular funcionou!
Embora lento, o serviço se mostrou funcional no texto aí de baixo.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Grud(g)e

É uma vontade de falar sem parar essas palavras grudadas no fundo da cabeça fazendo tampão e que nada tem a ver com palavras entaladas na garganta.

Se me irrito, olho pra mim e passa. O ser humano irritado por algo do dia a dia é coisa ridícula e de pequeneza maior que o motivo de irritação. É só olhar pra si, mas por fora, sem lentes que magnifiquem nosso eu balofo e marrento.

Pronto, desgrudei as palavrinhas.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Um ano

De conquista, de retomada, de tomada mesmo, de esperança, de beijos, de conversas e entendimento.

De desentendimento também. De sorrisos (palavra e ato importantes). De tanta coisa, que nem cabe num ano só.

Que um vire dez e que dez vire sem-fim, porque eu te amo.

terça-feira, 30 de março de 2010

Sono.

A vontade é de ferro, mas a carne é fraca. Esta pede sono; aquela, movimento e tempo dilatado para se poder fazer mais e mais coisas, tudo ao mesmo tempo.

Ser tentacular. Cada braço, uma cabeça e uma vontade. Comer, beijar, ganhar dinheiro, estudar, foder, ler, cantar, imitar e se esconder atrás de si.

Tem horas em que a cabeça precisa de um bom travesseiro. A hora é agora, três e cinquenta da manhã de terça-feira.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Mídia digital e impressa




A argumentação de Umberto Eco parece ser fraca, já que se sustenta em suposições. Ela é, porém, a visada de um apaixonado por livros que constata a partir de dados do passado a materialidade do livro e seu lugar reservado no futuro.

Lanço aqui outro ponto: não consigo enxergar o livro digital suplantando o impresso, já que para muita gente - eu, aliás - o livro enquanto objeto perene e mesmo fetiche é algo essencial.

Eu concordo com Eco, é você?



Vídeo retirado do site do Estadão.
E aqui, a entrevista na íntegra.


terça-feira, 2 de março de 2010

Um bife, uma batata

Minha mãe viajou pra casa de minha irmã, meu irmão mudou-se para seu apartamento e eu me vejo em terra estranha: minha própria casa!

Tomei a resolução de não aceitar ajuda - salvo algum caso especial - e cuidar de tudo. Mostrarei a mim mesmo que posso dirigir as coisas!

O primeiro passo é fazer uma lista de compras, porque a geladeira está vazia...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Canto morto

Morreu Arjuna.
De Aquiles foi-se a fama.
Odisseu, Eneias, Belerofonte
não há mais.
Há só concreto e sangue sob asfalto.
E a lira jaz caída, perdida num canto,
carcomida pelo pó voraz de nossos tempos.
Isolda e Brunhilda não voltarão
Penélope apaixonada também não há mais.

Hoje há só retinas
e os raios de luz absorvidos
O mundo voltado para fora, sem a mínima solução.
Vivemos pois em tempos baços
e heroicos, de rouquidão extrema,
pois as verdades dos outros
cintilam sobre nós
de um modo vulturino.

Já o véu que carregamos aqui por dentro
jamais se derramará
novamente sobre a terra.

Estes sim são tempos heroicos.






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A melhor maneira - ou a única - de começar 2010 é com alguns versos. O próprio canto do poema é prosaico e gaguejante, seja na pontuação, seja no vocabulário sem invenção.
Queria ter disposição para discorrer mais sobre um tema caro, a fantasia e seu lugar no nosso século, mas não tenho pique para isso agora e não terei tão cedo. O que posso garantir é a posição da trincheira, a vigília apoiado na velha alabarda e a comida do hipogrifo de Ruggiero.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Podem escrever compêndios sobre a vitória da melancolia e da sisudez sobre a alegria irrefletida; podem até mesmo carregar uma faca serrilhada na cintura, portando a pretensão de rasgar o véu das ditas 'ilusões'; podem fazer o que desejarem. Nada, porém, é mais sublime que o ser amado olhar para você e dizer, com os olhos cheios de ternura, "Você está bonito hoje".

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Mais avulsos

Há momentos em que o tempo parece se comprimir, dobrar-se a uma vontade alheia e anônima. Hoje passei por algo assim, quando vi a aurora começar a sorrir por trás de uma árvore velha. Pássaros conversando e insetos indo embora, após a noite de vigília rodeando a lâmpada pública, também em frente à minha janela.

O desvelamento paulatino da luz é um efeito mais mágico do que físico; é rotação de um grau da roda, que, decerto, completará seu ciclo, quando, enfim, o recomeço - ou será o desfim? - tocar sua trompa e as coisas se refizerem, cada uma à própria imagem e talvez semelhança.

É incrível como eu escrevo asneiras quando estou com sono...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

3h47. Em vez de ir dormir, estou criando personagens pra uma historiazinha steampunk. Desse jeito minha saúde vai pra merda, viu...

Mas e daí? E estou ouvindo Cueio Limão pra ficar acordado.


Uma canção de amor que tem versos como "Quem é o mestre?/O mestre é o Leroy" e "Só uma coisa me consola/O Paul Simon na vitrola" merece ser ouvida!

sábado, 7 de novembro de 2009

Morte Abreviada

Encontrei este texto numa folha de papel dobrada dentro de um volume antigo das Vidas Paralelas, o que compara Alexandre e Julio César. Não consegui encontrar uma relação direta entre o conteúdo do texto e o livro em que ele estava guardado, ou esquecido. A ideia de alguém que não morreu e que comenta isso, mesmo de um modo fragmentado, soa como um curioso absurdo. Acredito que seja apenas ficção.

Eu deveria estar morto. Por algum motivo que não sei explicar, estou aqui, ouvindo blues num aparelho que só tem um fone funcionando, andando por esta avenida mal iluminada.

O bando de gente que volta para casa depois de um show ruim e lota o metrô com conversas inúteis já não me interessa mais, como muita coisa nesta vida. Já não bebo nem converso; limito-me a balançar a cabeça ao falarem comigo, num gesto que mistura neutralidade, deboche e falso interesse pelo que me é dito. O tempo, que parece ser sábio, nos ensina esses maneirismos.

Toda explicação que dei não tem razão de ser. Eu fiz o caminho de boca fechada e sem movimentos de cabeça. Ainda assim, me irritava com a falação desnecessária e aquele fone que só funcionava de um lado.

Mas e daí? Eu deveria estar morto.

O caso nem é esse~~


O texto subitamente para nesse ponto, como se quem o escreveu tivesse se levantado para fazer algo urgente, já que a última palavra acaba num traço displicente, possível apenas se, ao escrever, a caneta fosse abandonada, jogada na mesa em que o papel estava pousado.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Autoentendimento. Isso não é nada fácil de alcançar. Muitos dos erros imputados a outros têm sua causa no imputador. Por isso, prefiro os que parecem sorumbáticos, mas que se conhecem, aos alegrinhos que culpam outros pela própria mediocridade.

Depois de muito tempo, tremi de raiva e quase dei um soco na cara de alguém.

Coisas com cara I


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Mais um.

Ainda hoje eu lembro daquela moça pequena entrando na minha vida: no começo, pela órbita; depois, tangenciando. Agora, ela está no centro do meu mundo. A primeira vez que vi aqueles olhos irrequietos está para sempre gravada, bem como nosso primeiro beijo, primeiro filme, primeira noite, primeiro tudo. A memória pode muito, mas o futuro espera lá na linha do horizonte, pacientemente. Caminharemos a seu encontro de mãos dadas, você e eu, ambos guiando e sendo guiados.

Que passem dias, anos, gerações. Que narrem e cantem nossa história quando já estivermos quase esquecidos pelo mundo e pelos nossos e digam, com toda convicção, que aquele amor brotou da pedra molhada pela chuva e foi arado por mãos macias e brancas como a nuvem.

Será a história de uma garota e de um rapaz que se encontraram, com amor nas pontas dos dedos e das unhas, sorvendo o passado e mirando o porvir.






Que haja muitas e muitas chances de te dar parabéns e comemorar muitas outras coisas contigo. Sei que este ano está sendo muito importante para você e quero que ainda tenha boas surpresas (e frutos de seu merecimento) antes de ele chegar ao fim.

Meu amor, feliz aniversário.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

De muitos, o primeiro

Esta é outra porta que atravesso, e para a qual agora olho, divisando seus batentes foscos.

28 anos. Pouco aprendizado, algumas certezas e muita curiosidade. Depois de tanta zanga, alegria e outras coisas, percebo outra vez um pouco mais do mundo, agora segurando uma pequena mão branca como o leite.

Esse foi o ano em que ganhei o melhor dos presentes. Não importa idade, não importa nada. Só o que sinto e que ruge carinhosamente aqui dentro. Dito isso, tudo mais se cala.

sábado, 29 de agosto de 2009

Pra uma prima que vai casar

Epigraminha matrimonial

Que é um casal, se não
soma de unidades?

A vida, fugidia, passa ao largo
- agarrai-a a quatro mãos!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Eu juro que queria estar formado. Mas queria mesmo. Mas não estou, porque há uma burocracia imbecil que me impede de cursar as disciplinas finais. Vai entender, né?

Enquanto isso, a paciência vai se esgotando...

sábado, 18 de julho de 2009

INFP

Idealist Portrait of the Healer (INFP)

Healers present a calm and serene face to the world, and can seem shy, even distant around others. But inside they're anything but serene, having a capacity for personal caring rarely found in the other types. Healers care deeply about the inner life of a few special persons, or about a favorite cause in the world at large. And their great passion is to heal the conflicts that trouble individuals, or that divide groups, and thus to bring wholeness, or health, to themselves, their loved ones, and their community.


Healers have a profound sense of idealism that comes from a strong personal sense of right and wrong. They conceive of the world as an ethical, honorable place, full of wondrous possibilities and potential goods. In fact, to understand Healers, we must understand that their deep commitment to the positive and the good is almost boundless and selfless, inspiring them to make extraordinary sacrifices for someone or something they believe in. Set off from the rest of humanity by their privacy and scarcity (around one percent of the population), Healers can feel even more isolated in the purity of their idealism.


At work, Healers are adaptable, welcome new ideas and new information, are patient with complicated situations, but impatient with routine details. Healers are keenly aware of people and their feelings, and relate well with most others. Because of their deep-seated reserve, however, they can work quite happily alone. When making decisions, Healers follow their heart not their head, which means they can make errors of fact, but seldom of feeling. They have a natural interest in scholarly activities and demonstrate, like the other Idealists, a remarkable facility with language. They have a gift for interpreting stories, as well as for creating them, and thus often write in lyric, poetic fashion. Frequently they hear a call to go forth into the world and help others, a call they seem ready to answer, even if they must sacrifice their own comfort.


sábado, 11 de julho de 2009

Novo Reino

Lembrei das asas que estavam a brotar há alguns meses. Elas são enormes, mas, curioso: nada pesam!

Elas não servem apenas para voar: aprendi usos novos e secretos. Posso impedir que os olhos do mundo se deitem sobre nós, basta cobrir-nos com as asas, envolver-nos e assim criar momentos só nossos, mesmo no meio do tumulto.

Demorou, mas agora vejo como são vistosas e brilhantes estas penas todas. Posso pegar a mão da moça alada e acompanhá-la até o horizonte (linha sem fim).

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Poema meu e dela

Os olhos tolos não evitam o contato:
São pegos num ínfimo relance.
Mas o que vem do outro lado não é multa
Ou pena a ser paga, mas um brilho fugidio
Que se abre na duração do instante
E que se grava na eternidade da memória.
Cumplicidade, contato que se firma.

(A paga de um gostar é outro gostar.)

Notas de imersão

Na eternidade de um minuto
Absolvo-me do fato
De não ter errado
O tanto necessário.
De não ter aprendido pela experiência
O que manuais circunspectos não dizem
E o comportamento ensimesmado
Categoriza como alheio a si mesmo.

Buracos negros, serpentes, hipogrifos,
Chaves secretas, portas com bocas insensatas.
A tudo isso eu sigo debruçado.
Já o mundo cru e pertinente
Segue, e eu à margem dele em parte
Também sigo, reaprendendo
E me mudando, nunca indiferente ao fato
De que errar é nao só verbo do inacerto
Mas também do andar em terra estranha
A caminho do proveito.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Já tem um tempo que ando abraçado num sorriso, deixando o sono vagar silencioso enquanto durmo. O Sol, quando não barrado pela janela de metal, se avoluma sobre minha cama e me desperta, avisando que depois chegará a Lua e que os dias passarão.

É com o Sol vitrificado nas retinas que levanto todo dia, com pensamentos cheios de asas que pulsam, como uma espécie de coração secreto.

De uns meses para cá, voltei a lembrar dos sonhos.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Rain of shooting stars

The time has come
And then you shone on me
The shimmering water
Came to the surface
We can feel it
Smell it and see it
A new dimension is rising
From us, from each other
So, make a wish.
Because today is raining
A rain of shooting stars.

sábado, 6 de junho de 2009

Haja saco.

Por que poetas têm de ser tão chatos? Querem explicar sua obra mesmo quando ninguém está interessado nela, entregam ou prometem entregar poemas ruins e/ou pretensiosos a quem não gostaria de cruzar com esse tipo de maluco ensimesmado e geralmente se acham "malditos" – há de se reparar na gritante diferença entre "poeta maldito" e "maldito poeta"!

Por isso não aceito que me chamem de poeta. Posso até fazer poemas, mas não sou – graças a deus – poeta. Se eu soubesse fazer banquinhos ou pintar usando aquarela, não seria marceneiro nem pintor, seria?

A tempo: Escrevi este texto ontem de madrugada. E não é que trombei com alguns desses morféticos numa das andanças pela cidade? Mas que dureza...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Olhos de espera

Enquanto descia as escadas do metrô, uma expressão veio à mente: olhos de espera.

De quem, meus, do mundo? Não sei dizer. o que posso afirmar é meu costume de olhar objetos, portas, paredes, bancos de metrô, procurando ângulos diferentes, ou detalhes que normalmente outras pessoas não veem, na correria de formigas a que nós paulistanos estamos entregues.

Olhos de espera... Talvez eu os tenha mesmo, esperando que pequenas formas me digam algo sobre união ou conjunto. Respostas eu não espero e ao fim acho que observo as coisas apenas por observar, por costume bobo. Apesar desse juízo até certo ponto negativo, isso é algo que me diverte. Sempre há alguma fenda a ser perscrutada, um jogo de luz dançando num vitrô de alguma casa que visito, uma penumbra brincando em algum muro por aí.

Tenho minha visão particular das coisas, por vezes alienada e voltada para uma interioridade que, apesar de não me trazer problemas, condiciona meu modo de agir e de compreender (ou tentar compreender) aqueles à minha volta. Isso não me atrapalha muito ou impede-me de ter atitudes práticas. Como já disse, é apenas uma particularidade.

Enfim, uma pergunta: Olhos de espera, mas de quem ou do quê?