segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ando muito bem, obrigado.

De um lado, triste, mas é uma tristeza que já me acostumei e que me acede uma vez por ano, quando minha irmã e sua família vão embora daqui de casa, durante sua visita anual. Vi a Benedetta aprender a andar - com minha ajuda, que fique registrado! -, o Lorenzo se desenvolver ainda mais e descobrir novas palavras, dividi meu tempo com a Regina, enfim, todas as pequenas coisas que me alegram tanto, mas de que não posso sempre usufruir.

De outro, feliz, por ter conhecido tantas pessoas boas em um curto período de tempo. Minha vida profissional e pessoal girou como boleadeira daqueles gaúchos míticos e talvez tenha acertado algo bom que estava correndo pelos Pampas. Metáforas tontas à parte, quero mudança e quero um coração tranquilo; desejo acima de tudo voltar a segurar aquela mão delgada que apertei com ternura na noite quente de sábado.

De repente, comecei a gostar de gatos - e de pessoas com olhos de gato.

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