terça-feira, 23 de setembro de 2008

Poema

Rumo nulo   

As turmalinas foram embora 
travestidas de riqueza em transe. 
Foste ver também? Ainda há muito 
ouro de tolo em substância pura 
carnes inconclusas da terra em suspensão
depuradas em sangue alheio. 
Fazem eco sob muitos mantos. 
Podes ouvir? Talvez, mas ver já não podes. 
Nosso estado é de cavalo domado: 
Podemos correr, trotar, voar se assim quisermos 
Mas ver já não podemos, sequer olhar 
a não ser o que está à nossa frente ínfima. 
Já não temos mãos 
Que tirem a bitola apertada 
E esquecemos de derrubar quem nos açoita. 
És homem, mas agora não basta acordar e renascer e criar 
Qual a tua imagem e semelhança.

3 comentários:

flaviaocaranza@hotmail.com disse...

Oi Ferques!

vim tomar um café no seu pátio =]

gostei daqui também, têm essa musica muito boa, que eu não sabia que se chama Marcha Turca. Minha mãe que está fazendo una tortilla de papas lá na cozinha tá assobiando ela à valer, hehe

abs!

Fla;)

Regis disse...

"...É como se estivesse aprisionado em um teatro e se fosse obrigado a seguir a peça que está no palco, queira-se ou não, obrigado a fazer dela sempre de novo objeto do pensamento e da fala..." Benjamin, W. Rua de mão única.

Julia Medrado disse...

abri teu blog por acaso, nos links de um amigo...tô lendo, ok?

(satisfações em todos os sentidos da palavra)