sábado, 18 de julho de 2009

INFP

Idealist Portrait of the Healer (INFP)

Healers present a calm and serene face to the world, and can seem shy, even distant around others. But inside they're anything but serene, having a capacity for personal caring rarely found in the other types. Healers care deeply about the inner life of a few special persons, or about a favorite cause in the world at large. And their great passion is to heal the conflicts that trouble individuals, or that divide groups, and thus to bring wholeness, or health, to themselves, their loved ones, and their community.


Healers have a profound sense of idealism that comes from a strong personal sense of right and wrong. They conceive of the world as an ethical, honorable place, full of wondrous possibilities and potential goods. In fact, to understand Healers, we must understand that their deep commitment to the positive and the good is almost boundless and selfless, inspiring them to make extraordinary sacrifices for someone or something they believe in. Set off from the rest of humanity by their privacy and scarcity (around one percent of the population), Healers can feel even more isolated in the purity of their idealism.


At work, Healers are adaptable, welcome new ideas and new information, are patient with complicated situations, but impatient with routine details. Healers are keenly aware of people and their feelings, and relate well with most others. Because of their deep-seated reserve, however, they can work quite happily alone. When making decisions, Healers follow their heart not their head, which means they can make errors of fact, but seldom of feeling. They have a natural interest in scholarly activities and demonstrate, like the other Idealists, a remarkable facility with language. They have a gift for interpreting stories, as well as for creating them, and thus often write in lyric, poetic fashion. Frequently they hear a call to go forth into the world and help others, a call they seem ready to answer, even if they must sacrifice their own comfort.


sábado, 11 de julho de 2009

Novo Reino

Lembrei das asas que estavam a brotar há alguns meses. Elas são enormes, mas, curioso: nada pesam!

Elas não servem apenas para voar: aprendi usos novos e secretos. Posso impedir que os olhos do mundo se deitem sobre nós, basta cobrir-nos com as asas, envolver-nos e assim criar momentos só nossos, mesmo no meio do tumulto.

Demorou, mas agora vejo como são vistosas e brilhantes estas penas todas. Posso pegar a mão da moça alada e acompanhá-la até o horizonte (linha sem fim).

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Poema meu e dela

Os olhos tolos não evitam o contato:
São pegos num ínfimo relance.
Mas o que vem do outro lado não é multa
Ou pena a ser paga, mas um brilho fugidio
Que se abre na duração do instante
E que se grava na eternidade da memória.
Cumplicidade, contato que se firma.

(A paga de um gostar é outro gostar.)

Notas de imersão

Na eternidade de um minuto
Absolvo-me do fato
De não ter errado
O tanto necessário.
De não ter aprendido pela experiência
O que manuais circunspectos não dizem
E o comportamento ensimesmado
Categoriza como alheio a si mesmo.

Buracos negros, serpentes, hipogrifos,
Chaves secretas, portas com bocas insensatas.
A tudo isso eu sigo debruçado.
Já o mundo cru e pertinente
Segue, e eu à margem dele em parte
Também sigo, reaprendendo
E me mudando, nunca indiferente ao fato
De que errar é nao só verbo do inacerto
Mas também do andar em terra estranha
A caminho do proveito.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Já tem um tempo que ando abraçado num sorriso, deixando o sono vagar silencioso enquanto durmo. O Sol, quando não barrado pela janela de metal, se avoluma sobre minha cama e me desperta, avisando que depois chegará a Lua e que os dias passarão.

É com o Sol vitrificado nas retinas que levanto todo dia, com pensamentos cheios de asas que pulsam, como uma espécie de coração secreto.

De uns meses para cá, voltei a lembrar dos sonhos.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Rain of shooting stars

The time has come
And then you shone on me
The shimmering water
Came to the surface
We can feel it
Smell it and see it
A new dimension is rising
From us, from each other
So, make a wish.
Because today is raining
A rain of shooting stars.

sábado, 6 de junho de 2009

Haja saco.

Por que poetas têm de ser tão chatos? Querem explicar sua obra mesmo quando ninguém está interessado nela, entregam ou prometem entregar poemas ruins e/ou pretensiosos a quem não gostaria de cruzar com esse tipo de maluco ensimesmado e geralmente se acham "malditos" – há de se reparar na gritante diferença entre "poeta maldito" e "maldito poeta"!

Por isso não aceito que me chamem de poeta. Posso até fazer poemas, mas não sou – graças a deus – poeta. Se eu soubesse fazer banquinhos ou pintar usando aquarela, não seria marceneiro nem pintor, seria?

A tempo: Escrevi este texto ontem de madrugada. E não é que trombei com alguns desses morféticos numa das andanças pela cidade? Mas que dureza...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Olhos de espera

Enquanto descia as escadas do metrô, uma expressão veio à mente: olhos de espera.

De quem, meus, do mundo? Não sei dizer. o que posso afirmar é meu costume de olhar objetos, portas, paredes, bancos de metrô, procurando ângulos diferentes, ou detalhes que normalmente outras pessoas não veem, na correria de formigas a que nós paulistanos estamos entregues.

Olhos de espera... Talvez eu os tenha mesmo, esperando que pequenas formas me digam algo sobre união ou conjunto. Respostas eu não espero e ao fim acho que observo as coisas apenas por observar, por costume bobo. Apesar desse juízo até certo ponto negativo, isso é algo que me diverte. Sempre há alguma fenda a ser perscrutada, um jogo de luz dançando num vitrô de alguma casa que visito, uma penumbra brincando em algum muro por aí.

Tenho minha visão particular das coisas, por vezes alienada e voltada para uma interioridade que, apesar de não me trazer problemas, condiciona meu modo de agir e de compreender (ou tentar compreender) aqueles à minha volta. Isso não me atrapalha muito ou impede-me de ter atitudes práticas. Como já disse, é apenas uma particularidade.

Enfim, uma pergunta: Olhos de espera, mas de quem ou do quê?

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Atravessei algumas madrugadas, mas não de bicicleta. De skate no pé, tentando fazer aquela magia plástica que sempre volta à cabeça.

Sim, eu sou um idealista. E romântico. E, ainda mais, um observador. Não dos bons, mas sou. E às vezes me esforço pra manter os pés do chão e não sair carregado pelo vento, olhando pra baixo.

Uma das canções da minha adolescência, When I get old, dos Descendents. Não tem essa de velho, de novo, de nada. A vida sempre se abre e fecha em seus momentos e eu me sinto sempre diferente, mas carregando a mesma essência de quando eu mandava um frontside noseslide e saía todo feliz.

E eu adoro dormir no chão.




what will it be like when I get old
will I still hop on my bike, and ride around town
will I still want to be someone, and not just sit around
I don't want to be like other adults
cause they've already died
cool and condescending, fossilized
will I be rich will I be poor, will I still sleep on the floor
what will it be like when I get
what will I be like when I get
what will it be like when I get old
will I still kiss my girlfriend and try to grab her ass
will I still hate the cops and have no class
will all my grown up friends say they've seen it all before
they say hey act your age and I'm immature
will I do myself proud or only what's allowed
what will it be like when I get
what will I be like when I get
what will it be like when I get old
will I sit around and talk about the old days
sit around and watch t.v. I never want to go that way
never burn out not fade away
as I travel through my time will I like what I find
what will it be like when I get
what will I be like when I get
what will it be like when I get old

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Nuvem

na rua, já fui vento solto no espaço
desmemoriei minhas mãos, perdi meu tato
transformei chuva - meu choro - em verde
verde-água, verde-bem-verde, verde-escuro
voei aqui e ali, pela noite densa
e pela manhã pingada de sol e orvalho
tive forma, pouca coisa
e muita coisa, pois informe

inconstância no porvir é o que carrego
e como sou depende mais de seu olhar
que de meu me-fazer, ao léu celeste

e me fui.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Na minha frente: uma barra de chocolate. Da cozinha vem o cheiro de bolo e de café novo. Ouço música e lá fora cai uma garoa fina no asfalto.

E tenho boas companhias! Tem como não estar tudo bem? =)

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Bate e volta

Tem vezes que o sorriso brota no rosto sem esforço. Basta ver ou ler algo e ele surge de repente, sem aviso.

É bom quando isso acontece, não?
Pois aconteceu hoje comigo.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Tenho projetos secretos que não conto pra ninguém.

Um deles é encher este pátio com sorrisos, conversas e cervejas, carregar boa parte do peso que está nas costas daqueles que amo e trazer pra cá, criando um monumento com toda essa matéria difusa e mostrando que é possível um entendimento entre as pessoas.

Não é fácil fazer isso e o projeto é um pouco tolo. A agressividade é necessária nessa vida, mas o amor também. Amor pode ser o que eu sinto por uma pessoa que ilumina meu dia, pode ser a conversa animada pela tela do computador com um amigo ou a troca de piadinhas sem-graça tomando algo e sentado numa cadeira de plástico; o que muda é o grau.

Isso que eu digo é besta e parece sem sentido? É, é sim. Mas é um projeto que não conto pra ninguém.

sábado, 18 de abril de 2009

Crônica de um pequeno desperdício

As luzes noturnas queimariam minha rotina, se pudesse vê-las agora. Andaria pela calçada suja de algum lugar com meus amigos, mas eles estão ocupados esperando alguma coisa acontecer. Do meu lado o marasmo está sentado, junto a um instrumento musical que sorri e pede por um carinho que ainda está sendo aprimorado.


Eu espero.


Isso sei fazer bem: sento e espero, observo o movimento taciturno das estrelas, os pernilongos cruzando o ar do quarto, tento achar alguma ordem aleatória nos livros de minha estante, procuro por ângulos secretos. Nada de mais ou de menos, nada de incrível, apenas as horas passando.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Roteiro n.º 0

Tanto peso sobre ombros fatigados.
Para todo lado ferro fundido,
fumaça e concreto fortemente armado.
O tom da estação é amarelado,
meio ressequido, cor de dente.

Lá no fundo da manhã
ainda há luz positiva, sem
o calor mundano do asfalto mole
que mistura chão e ar no horizonte.
A luz está distante, mas inatingível
pelo olhar, pela vontade
de não derreter nesta cidade,
nesta rua, neste mundo.

Essa compleição cadavérica pode,
sim, ser evitada. Busquemos
talvez o caminho negativo
e poucas vezes feito?
O dos eremitas das multidões?
Desviemos das facas lançadas e
das investidas cinzas daqueles
que querem nos derrubar ao chão.
Larguemos tudo enquanto é tempo?

Não.

Isolar-se não perfaz solução.
É antes camada dupla de véu sobre o problema.
O mundo não se abre muitas vezes, e
cabe a nós acharmos a saída
que elimine a poeira cáustica do concreto.
Se nossos olhos permanecem irritados
busquemos algo que alivie tudo isso.
E busquemos sem cessar,
pois talvez seja pela procura
que se possa encontrar
aquilo que chamamos de caminho.

terça-feira, 24 de março de 2009

Nenúfar




Nenúfar é uma flor com gosto de simetria. E ela nasce na água. Delicada, se mantém numa superfície de inconstância e equilíbrio.

É uma das coisas mais belas deste mundo.















Veja as fotografias originais aqui, aqui e aqui.

Palavras escritas nas pontas dos dedos (tudo vai bem, muito obrigado)

Um rosto grudado no meu peito, por fora, por dentro. Gravado de um modo que às vezes dói.

Existem palavras, frases, que não escapam facilmente aos muros invisíveis. Palavras esperadas, de entrega e que só podem ser compostas de verdade pura, mesmo que transitória.

Saindo desse muro o caminho se prolonga e, mesmo de mãos dadas (necessárias), o horizonte se desfaz na paisagem.



Aqui dentro não há confusão alguma. Apenas espera. Uma luta e uma certeza.

sexta-feira, 20 de março de 2009

É curioso como a alegria de outras pessoas pode nos contagiar. Ainda mais quando essa alegria vem de algo conquistado depois de tempos de apreensão, tempos esses dos quais também participei, embora de modo mais ameno.

quarta-feira, 18 de março de 2009

'in a town that's cold and grey we will have a sunny day'

Hindered by a hole
inside her chest
behind her mind.
But I saw the lights of the night
flowing through the sky.

Giving time, time passing by -
the word "forever" means nothing.
With my soft fingers I shall reach
that darkened world inside you.
With my sunny eyes I shall breach
that cloudy wall, raised by a fool.

Time will lead us
forging our souls
and giving to us
a brave and bright new world.



escrito por A.N.P.N.F.C.G.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Duas mãos juntas, um olhar e um sorriso encoberto. Esse é o resumo de uma bela manhã.