sexta-feira, 12 de agosto de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Bertrand Russell
Bertrand Russell, no "Educação e disciplina".
domingo, 24 de julho de 2011
Necessidade
Madrugada seca
Meu peito queima.
São bombas que não ouso rasgar,
embora queira rasgá-las.
Minha falta de crença tão sentida
e meu excesso de vontades
combinando-se pouco a pouco, em vias da reação fatal.
Meu ser humano, ser mineral, alcalino.
Meu pensamento, nada divinatório, me diz
Que em solo seco não surgem frutos do futuro.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Post pra testar o app do Blogger pro Android.
Pêndulo ao vento
Meus versos têm saído de trás pra frente nestes dias.
A vista enevoada ajuda - fazer poemas também é modelar nuvens - mas não ultimamente.
Começo a escrever sobre o garoto passando na calçada, me vejo descrevendo Shiva Nataraja.
Penso em feltro, vejo uma menina.
Embora não pareça, tudo entrelaçado por fios finos e longos ao largo numa estrada, prontos pra serem puxados e derramarem tudo sobre esse papel parado à minha frente.
terça-feira, 12 de julho de 2011
O entre.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Astronomia e Poesia
Passeio
domingo, 5 de junho de 2011
O subjeto [trecho]
Havia na estante uma edição das Fábulas Enganosas, com a capa carcomida e desbeiçada. No lugar da lombada, apenas os cadernos e suas costuras desguarnecidas, algumas soltas. O alfarrábio chamou minha atenção e, por fim, acabei retirando-o da prateleira.
Folheando a esmo, parei na página 49, curiosamente no início de uma das fábulas mencionadas pelo título. O nome, estranhíssimo: O Subjeto. Falava de um coelho que se encontrava com um animal de características fantásticas, um anticoelho, ou uma antipantera ou um antibasilisco, que a toda hora mudava de forma e de cor, assim como o som característico que produzia ao se metamorfosear, sempre misturando ao menos três sons diferentes dos animais mais díspares entre si. Ao mesmo tempo, aquele “antianimal” era inanimado. Um objeto, em suma, mas com tantas idiossincrasias quanto possível, e a maior delas era ser inanimado e ao mesmo tempo latir, zurrar e não ter pelos ou bico, e tendo-os. Era o tal do subjeto do título.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Moto-contínuo
terça-feira, 31 de maio de 2011
Letra sem música
_____
Hoje é um dia de vento frio
Oh vento nos carregue para
uma estrela que gire
lentamente e amarelo.
Esse ar gelado que enche meu peito
sopre minhas esperanças.
Sopre-as até aquela janela
e faça da minha voz um sussurro.
A fumaça do chá fazendo círculos
e o aroma em cada gota de vapor.
Oh vento nos leve até uma estrela.
Distração, memória
Mas pensava em xícaras.
Em como gostava de seu café puro
com bolo de festa para adoçar.
No chá que - ele bem sabia -
ela tomava nas tardes de outono.
Nos cappuccinos divididos com os amigos.
Na sensação dos dedos gelados
tocando o copo quente de papel.
No banco da padaria lá de sua cidade.
Nos cafés com seu pai, na sua faculdade,
em casa, sozinho com a janela,
as árvores e o vento.
Sem perceber, escreveu um poema de amor pelas coisas.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Pai
Ainda estou, e sinto-me mal por não ter sentido nada além do espanto no momento da notícia.
Fui trabalhar - como sempre, estou escrevendo no metrô - e no caminho até a estação me lembrei dele, uma figura meio quixotesca, cavaleiro do ridículo que não conseguia domar seus próprios desejos; de riso fácil, sempre com uma piadinha pronta ou uma boa história para contar. Se vivêssemos juntos agora, seríamos grandes amigos.
Dos meus quase trinta anos, vivi dez com ele. Saímos de casa, começamos de novo e sem ele. Vi minha mãe sofrer muito para nos sustentar, enquanto eu vivia com minhas fantasias de criança e observava meus irmãos crescerem - melhor, engrandecerem-se. No começo de minha adolescência o via esporadicamente, e depois ele mudou de estado, indo morar com uma irmã.
Se eu tiver um filho, não quero que sinta o que senti ao saber da morte do pai: indiferença.
Hoje não quero pêsames, não quero nada, apenas que não falem comigo nem que exijam coisa alguma.
Essa distância, essa ausência, ajudou a me moldar. Não sou uma ave que foi ensinada a caçar, mas aprendi a escalar picos sozinho, e devo isso involuntariamente a meu pai, bem como inumeráveis exemplos, para o bem e para o mal.
E basta.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Caligrama I
manhã - 22/01/2011

Imagens:Emma Bovary, Charles Léandre.Gilgamesh, Yoshitaka Amano.
manhã - 16/09/2010
segunda-feira, 16 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Pequenas mudanças
Eu achava a anterior mais bonitinha e tudo o mais, mas um pouco pedante...
E troquei a foto também! A anterior era de 2006. De lá pra cá meu rosto mudou um pouco, o cabelo, as atitudes. Amadureci bastante ao longo desses anos, e pegando o que venho escrevendo, a diferença se nota.
Bom, vou deixar a antiga descrição aqui pra que fique registrada - e porque eu achei bonita, conforme já disse. ;)
"Aqui atualizo e exponho algumas das dúvidas, limitações e pequenas alegrias de meus dias, de modo titubeante e esparso, como cabe a um indeciso de mão cheia. É meu pequeno patíbulo onde mato as horas ainda não mortas, sepulto as ideias e vejo-as renascer sob outro signo."
Manhã de maio
Pra todo o lado que olho,
que na verdade é o lado de dentro,
vejo a mesma coisa, escondida por mil cifras.
Embora eu desejasse explicar do modo simples,
as coisas só me vêm de jeito torto,
que é o jeito certo, já que galho não tem régua.
A melhor coisa a fazer é abrir a janela.
Sentir a lufada de ar rir no meio dos cachos,
a luz perene acariciar a pele
e a terra murmurar que está com sede.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Nulo
sexta-feira, 4 de março de 2011
28/02/11
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Meta e treino
A entrevista, por sinal, está muito boa e pode ser lida aqui.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Falando de amor
Tudo beleza covosco?
[b][c=2]·٠•● Eagleheart ●•٠· ≈ Let's rock! [/c=51][/b] diz:
tudo, e contigo?
Ferx diz:
tudo na perfeita paz
tirando uma discussão que tô tendo com a impressora aqui
[b][c=2]·٠•● Eagleheart ●•٠· ≈ Let's rock! [/c=51][/b] diz:
impressoras sempre são temperamentais
Ferx diz:
tô quase terminando com ela
[b][c=2]·٠•● Eagleheart ●•٠· ≈ Let's rock! [/c=51][/b] diz:
permita que ela dê uma explicação!
Ferx diz:
nossa relação tá ruim faz tempo
quando ela veio morar comigo, piorou.
a gente achou que seria bom, mas ela é cheia de manias
e olha que nem fico cobrando
[b][c=2]·٠•● Eagleheart ●•٠· ≈ Let's rock! [/c=51][/b] diz:
ela fica pensando que pode ser mais que você... Isso é ruim, muito ruim
principalmente, quando ela deve obediência a você, afinal, você é quem a alimenta, dá abrigo...
Ferx diz:
claro, cadê o respeito?
hahahahaha
[b][c=2]·٠•● Eagleheart ●•٠· ≈ Let's rock! [/c=51][/b] diz:
ninguém respeita mais os benfeitores hoje em dia!
huhuhuriheurhuirhuiehruhrewuhu!!
Ferx diz:
ainda mais os paternalistas!!!
[b][c=2]·٠•● Eagleheart ●•٠· ≈ Let's rock! [/c=51][/b] diz:
gente, que horror
já pensou em bater nela? merece uns tapas!
Ferx diz:
Não chega a tanto
ela fica com a luzinha verde pra mim
piscando
fazendo charme
[b][c=2]·٠•● Eagleheart ●•٠· ≈ Let's rock! [/c=51][/b] diz:
hum... Se ela tá piscando pra você, né, ainda há esperança!
----------------
Elys, valeu pela conversa!
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Epitáfios possíveis
"Sempre quis trabalhar, acabou empregado."
"Grande artista, sua maior performance foi morrer."
"Viveu como um passarinho: quase não comia."
"Ateu ferrenho, conquistou o paraíso."
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Galo, signo chinês
São frequentemente brilhantes mas não muito práticos. São hesitantes e confiáveis. O galo, nascido sob o signo da sinceridade, tem uma personalidade floreada e colorida e é meticuloso em tudo o que faz. Os nascidos sob este signo tendem a ser bem organizados e preferem planejar bem todas as atividades. São altamente inteligentes e são geralmente bem instruídos. Também exibem um grande sentido de humor e são uns eficazes e persuasivos oradores. Amam a discussão e o debate e exibem pouca hesitação em falar no que lhes vai na cabeça, frequentemente sendo pertinentes nos seus pontos de vista. O galo é geralmente muito digno nas suas maneiras e apresenta-se com um ar de autoridade.
Outra característica do galo é que carregará sempre um caderno ou pequenos pedaços de papel, constantemente escrevendo lembretes ou factos importantes. Tendem às vezes a deixar a sua imaginação funcionar afastando-se com eles. Odeiam também o criticismo e qualquer um que tente erguer-se demasiado nos seus assuntos não será bem tratado.
O galo geralmente tem uma família grande e, como pai, tem um interesse particularmente acivo na instrução dos seus filhos. São extremamente leais aos seus sócios enquanto estes lhes permitirem perseguir todos os seus variados interesses.
O Homem Galo
Tanto quanto a aparência geral, nós podemos distinguir dois tipos principais de homens do galo: Um é bem constituído, assemelhando-se à representação clássica de Hércules; o outro recorda um tanto Apolo, com seus membros longos, a cintura fina, e os músculos moderadamente aparentes.
GALO METAL - 1861, 1921, 1981Um tipo prático, exigente e industrial de galo com um jeito próprio para cativar os outros com os seus brilhantes poderes de dedução. Investigador, optimista e idealista, terá uma atitude apaixonada para o trabalho. O metal fá-lo-á critico e forte, terá uma grande necessidade de relevar importância e fama. Poderia ser fastidioso sobre a sua imagem ou demasiado convencido e não pode subscrever os pontos de vista dos outros prontamente. Embora seja factual e razoável, é-lhe difícil ser totalmente imparcial quando o seu ego é desafiado directamente. Quando é negativo, sujeitar-se-á mesmo a uma examinação clínica rotineira. O galo do metal podia ser inibido com as suas emoções apesar de seu bravo aspecto externo. Insistirá em manter a ordem na sua vida e exigirá condições higiénicas aonde quer que esteja ou vá. Mas quando este galo aquisitivo for atraído à riqueza material, apelará também a reformas sociais. Sentirá a necessidade de estender os seus serviços e conhecimentos a todo a humanidade e sentir-se-á realizado em resolver problemas sociais ou em instigar reformas para o avanço da humanidade.
Ascendente - Nascido durante as horas do Cão - entre as 7 p.m. e 9 p.m.
Galo susceptível de falha nos seus cálculos mas no entanto muito justo. O cão fá-lo menos convencido. No entanto, você deve esperar uma cor espectacular desta combinação de duas mentes igualmente idealistas e de línguas afiadas.
http://www.hoops.pt/astrologia/galo.htm
Movido por um desejo interior enorme de atingir a perfeição em todos os sentidos, inclusive no plano espiritual, o nativo do Galo prima pela simplicidade em relação aos bens materiais, pois não se deixa ofuscar pelo luxo ou pelas suas posses, que são muitas, graças a sua capacidade de ganhar dinheiro.
Preocupa-se com o próximo com uma dedicação extrema, cuidando carinhosamente daqueles que precisam de sua ajuda. Essa característica toda própria faz com que se dediquem às profissões da área médica e da assistência social.
É metódico, inteligente, com um charme todo especial pela sua ternura, encantando a todos com seu espírito observador e analítico. Quando se trata de expressar os próprios sentimentos, no entanto, o Galo é tímido e retraído, o que lhe traz inúmeros problemas no relacionamento amoroso e sexual.
Aprecia as novidades e se entrega à vida com um entusiasmo contagiante. Podem ser muito mordazes em suas opiniões a respeito das pessoas e detestam a crítica. Quando magoados, tornam-se agressivos e demonstram até certa crueldade.
Não tem, no entanto, espírito vingativo, pois sua memória para fatos desagradáveis é muito pequena. Em pouco tempo se esquece de uma ofensa.
Não se arrisca, preferindo traçar metas e objetivos realistas e ao seu alcance. Preserva sua própria liberdade, mas não evita de se intrometer na liberdade alheia.
No sexo não é o que pode ser chamado de amante perfeito, mas pode ser romântico e sensual, se isso lhe for despertado.
Saúde: os ossos em geral, todas as articulações, os joelhos em particular, e o fígado.
Virtudes: o Galo prima pela boa educação, pelo refinamento e pela polidez, impondo seu espírito ordeiro e pacato. Afável e fiel.
Defeitos: desejo exagerado de perfeição, levando ao pessimismo e à melancolia e à insatisfação consigo mesmo. Falador e egocêntrico.
Compatibilidade com os outros signos:
Rato - Incompatíveis. No máximo se tolerarão.
Boi - Excelente união, sucesso juntos.
Tigre - Incompatíveis, pequenos choques que esfriam a relação.
Coelho - Incompatíveis. Discórdia e falta de compreensão.
Dragão - Compatíveis. União próspera e feliz.
Serpente - Excelente união, compreensão e confiança mutua.
Cavalo - Compatibilidade difícil, barreiras de personalidade a transpor.
Cabra - Reservas dificultam o relacionamento. Tolerância moderada.
Macaco - Compatíveis até certo ponto. Tolerância ajuda quando há interesses comuns.
Galo - Incompatíveis, choques e lutas interferem no relacionamento.
Cão - Compatibilidade mediana, ressentimentos ocultos abalam a relação.
Porco - Compatíveis, mas a personalidade de ambos atrapalha um pouco.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Parada antes de entrevista de emprego
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Estou neste momento tomando café da manhã num boteco, comendo um bauru com personalidade de pão de batata e bebendo café num copo sujo. Na mesa à direita um homem lê um desses jornais diagramados em vermelho e preto, enquanto uma tevê grita tão alto que a escuto estando eu de fones de ouvido.
Dois Pesos...Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Zenithia
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Samba
terça-feira, 24 de agosto de 2010
O MP3Tube deu pau há algum tempo e a versão músicada de Seikilos foi pro espaço. Depois de procurar um pouco, achei uma que me agradou. Ela veio pro blog e foi para o meu tocador de mp3.
E lembre-se: Enquanto vives, brilha!
=)
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Ser-Amor
Precisa rever suas convicções
Sejam elas ontológicas,
Meta ou mesmo parafísicas.
Amor é questão de estado.
É Ser, irrefutável.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Grud(g)e
Se me irrito, olho pra mim e passa. O ser humano irritado por algo do dia a dia é coisa ridícula e de pequeneza maior que o motivo de irritação. É só olhar pra si, mas por fora, sem lentes que magnifiquem nosso eu balofo e marrento.
Pronto, desgrudei as palavrinhas.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Um ano
quarta-feira, 19 de maio de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
Sono.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Mídia digital e impressa
terça-feira, 9 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
Um bife, uma batata
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Canto morto
domingo, 27 de dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Mais avulsos
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
Morte Abreviada
Eu deveria estar morto. Por algum motivo que não sei explicar, estou aqui, ouvindo blues num aparelho que só tem um fone funcionando, andando por esta avenida mal iluminada.O bando de gente que volta para casa depois de um show ruim e lota o metrô com conversas inúteis já não me interessa mais, como muita coisa nesta vida. Já não bebo nem converso; limito-me a balançar a cabeça ao falarem comigo, num gesto que mistura neutralidade, deboche e falso interesse pelo que me é dito. O tempo, que parece ser sábio, nos ensina esses maneirismos.Toda explicação que dei não tem razão de ser. Eu fiz o caminho de boca fechada e sem movimentos de cabeça. Ainda assim, me irritava com a falação desnecessária e aquele fone que só funcionava de um lado.Mas e daí? Eu deveria estar morto.O caso nem é esse~~
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Depois de muito tempo, tremi de raiva e quase dei um soco na cara de alguém.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Mais um.
Que passem dias, anos, gerações. Que narrem e cantem nossa história quando já estivermos quase esquecidos pelo mundo e pelos nossos e digam, com toda convicção, que aquele amor brotou da pedra molhada pela chuva e foi arado por mãos macias e brancas como a nuvem.
Será a história de uma garota e de um rapaz que se encontraram, com amor nas pontas dos dedos e das unhas, sorvendo o passado e mirando o porvir.
Que haja muitas e muitas chances de te dar parabéns e comemorar muitas outras coisas contigo. Sei que este ano está sendo muito importante para você e quero que ainda tenha boas surpresas (e frutos de seu merecimento) antes de ele chegar ao fim.
Meu amor, feliz aniversário.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
De muitos, o primeiro
28 anos. Pouco aprendizado, algumas certezas e muita curiosidade. Depois de tanta zanga, alegria e outras coisas, percebo outra vez um pouco mais do mundo, agora segurando uma pequena mão branca como o leite.
Esse foi o ano em que ganhei o melhor dos presentes. Não importa idade, não importa nada. Só o que sinto e que ruge carinhosamente aqui dentro. Dito isso, tudo mais se cala.
sábado, 29 de agosto de 2009
Pra uma prima que vai casar
Epigraminha matrimonial
Que é um casal, se não
soma de unidades?
A vida, fugidia, passa ao largo
- agarrai-a a quatro mãos!
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
sábado, 18 de julho de 2009
INFP
Healers present a calm and serene face to the world, and can seem shy, even distant around others. But inside they're anything but serene, having a capacity for personal caring rarely found in the other types. Healers care deeply about the inner life of a few special persons, or about a favorite cause in the world at large. And their great passion is to heal the conflicts that trouble individuals, or that divide groups, and thus to bring wholeness, or health, to themselves, their loved ones, and their community.
Healers have a profound sense of idealism that comes from a strong personal sense of right and wrong. They conceive of the world as an ethical, honorable place, full of wondrous possibilities and potential goods. In fact, to understand Healers, we must understand that their deep commitment to the positive and the good is almost boundless and selfless, inspiring them to make extraordinary sacrifices for someone or something they believe in. Set off from the rest of humanity by their privacy and scarcity (around one percent of the population), Healers can feel even more isolated in the purity of their idealism.
At work, Healers are adaptable, welcome new ideas and new information, are patient with complicated situations, but impatient with routine details. Healers are keenly aware of people and their feelings, and relate well with most others. Because of their deep-seated reserve, however, they can work quite happily alone. When making decisions, Healers follow their heart not their head, which means they can make errors of fact, but seldom of feeling. They have a natural interest in scholarly activities and demonstrate, like the other Idealists, a remarkable facility with language. They have a gift for interpreting stories, as well as for creating them, and thus often write in lyric, poetic fashion. Frequently they hear a call to go forth into the world and help others, a call they seem ready to answer, even if they must sacrifice their own comfort.
sábado, 11 de julho de 2009
Novo Reino
Elas não servem apenas para voar: aprendi usos novos e secretos. Posso impedir que os olhos do mundo se deitem sobre nós, basta cobrir-nos com as asas, envolver-nos e assim criar momentos só nossos, mesmo no meio do tumulto.
Demorou, mas agora vejo como são vistosas e brilhantes estas penas todas. Posso pegar a mão da moça alada e acompanhá-la até o horizonte (linha sem fim).
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Poema meu e dela
São pegos num ínfimo relance.
Mas o que vem do outro lado não é multa
Ou pena a ser paga, mas um brilho fugidio
Que se abre na duração do instante
E que se grava na eternidade da memória.
Cumplicidade, contato que se firma.
(A paga de um gostar é outro gostar.)
Notas de imersão
Absolvo-me do fato
De não ter errado
O tanto necessário.
De não ter aprendido pela experiência
O que manuais circunspectos não dizem
E o comportamento ensimesmado
Categoriza como alheio a si mesmo.
Buracos negros, serpentes, hipogrifos,
Chaves secretas, portas com bocas insensatas.
A tudo isso eu sigo debruçado.
Já o mundo cru e pertinente
Segue, e eu à margem dele em parte
Também sigo, reaprendendo
E me mudando, nunca indiferente ao fato
De que errar é nao só verbo do inacerto
Mas também do andar em terra estranha
A caminho do proveito.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
É com o Sol vitrificado nas retinas que levanto todo dia, com pensamentos cheios de asas que pulsam, como uma espécie de coração secreto.
De uns meses para cá, voltei a lembrar dos sonhos.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Rain of shooting stars
And then you shone on me
The shimmering water
Came to the surface
We can feel it
Smell it and see it
A new dimension is rising
From us, from each other
So, make a wish.
Because today is raining
A rain of shooting stars.
sábado, 6 de junho de 2009
Haja saco.
Por isso não aceito que me chamem de poeta. Posso até fazer poemas, mas não sou – graças a deus – poeta. Se eu soubesse fazer banquinhos ou pintar usando aquarela, não seria marceneiro nem pintor, seria?
A tempo: Escrevi este texto ontem de madrugada. E não é que trombei com alguns desses morféticos numa das andanças pela cidade? Mas que dureza...
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Olhos de espera
De quem, meus, do mundo? Não sei dizer. o que posso afirmar é meu costume de olhar objetos, portas, paredes, bancos de metrô, procurando ângulos diferentes, ou detalhes que normalmente outras pessoas não veem, na correria de formigas a que nós paulistanos estamos entregues.
Olhos de espera... Talvez eu os tenha mesmo, esperando que pequenas formas me digam algo sobre união ou conjunto. Respostas eu não espero e ao fim acho que observo as coisas apenas por observar, por costume bobo. Apesar desse juízo até certo ponto negativo, isso é algo que me diverte. Sempre há alguma fenda a ser perscrutada, um jogo de luz dançando num vitrô de alguma casa que visito, uma penumbra brincando em algum muro por aí.
Tenho minha visão particular das coisas, por vezes alienada e voltada para uma interioridade que, apesar de não me trazer problemas, condiciona meu modo de agir e de compreender (ou tentar compreender) aqueles à minha volta. Isso não me atrapalha muito ou impede-me de ter atitudes práticas. Como já disse, é apenas uma particularidade.
Enfim, uma pergunta: Olhos de espera, mas de quem ou do quê?
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Sim, eu sou um idealista. E romântico. E, ainda mais, um observador. Não dos bons, mas sou. E às vezes me esforço pra manter os pés do chão e não sair carregado pelo vento, olhando pra baixo.
Uma das canções da minha adolescência, When I get old, dos Descendents. Não tem essa de velho, de novo, de nada. A vida sempre se abre e fecha em seus momentos e eu me sinto sempre diferente, mas carregando a mesma essência de quando eu mandava um frontside noseslide e saía todo feliz.
E eu adoro dormir no chão.
what will it be like when I get old
will I still hop on my bike, and ride around town
will I still want to be someone, and not just sit around
I don't want to be like other adults
cause they've already died
cool and condescending, fossilized
will I be rich will I be poor, will I still sleep on the floor
what will it be like when I get
what will I be like when I get
what will it be like when I get old
will I still kiss my girlfriend and try to grab her ass
will I still hate the cops and have no class
will all my grown up friends say they've seen it all before
they say hey act your age and I'm immature
will I do myself proud or only what's allowed
what will it be like when I get
what will I be like when I get
what will it be like when I get old
will I sit around and talk about the old days
sit around and watch t.v. I never want to go that way
never burn out not fade away
as I travel through my time will I like what I find
what will it be like when I get
what will I be like when I get
what will it be like when I get old
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Nuvem
desmemoriei minhas mãos, perdi meu tato
transformei chuva - meu choro - em verde
verde-água, verde-bem-verde, verde-escuro
voei aqui e ali, pela noite densa
e pela manhã pingada de sol e orvalho
tive forma, pouca coisa
e muita coisa, pois informe
inconstância no porvir é o que carrego
e como sou depende mais de seu olhar
que de meu me-fazer, ao léu celeste
e me fui.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Bate e volta
É bom quando isso acontece, não?
Pois aconteceu hoje comigo.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Um deles é encher este pátio com sorrisos, conversas e cervejas, carregar boa parte do peso que está nas costas daqueles que amo e trazer pra cá, criando um monumento com toda essa matéria difusa e mostrando que é possível um entendimento entre as pessoas.
Não é fácil fazer isso e o projeto é um pouco tolo. A agressividade é necessária nessa vida, mas o amor também. Amor pode ser o que eu sinto por uma pessoa que ilumina meu dia, pode ser a conversa animada pela tela do computador com um amigo ou a troca de piadinhas sem-graça tomando algo e sentado numa cadeira de plástico; o que muda é o grau.
Isso que eu digo é besta e parece sem sentido? É, é sim. Mas é um projeto que não conto pra ninguém.
sábado, 18 de abril de 2009
Crônica de um pequeno desperdício
Isso sei fazer bem: sento e espero, observo o movimento taciturno das estrelas, os pernilongos cruzando o ar do quarto, tento achar alguma ordem aleatória nos livros de minha estante, procuro por ângulos secretos. Nada de mais ou de menos, nada de incrível, apenas as horas passando.






