quinta-feira, 13 de outubro de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Bertrand Russell
Bertrand Russell, no "Educação e disciplina".
domingo, 24 de julho de 2011
Necessidade
Madrugada seca
Meu peito queima.
São bombas que não ouso rasgar,
embora queira rasgá-las.
Minha falta de crença tão sentida
e meu excesso de vontades
combinando-se pouco a pouco, em vias da reação fatal.
Meu ser humano, ser mineral, alcalino.
Meu pensamento, nada divinatório, me diz
Que em solo seco não surgem frutos do futuro.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Post pra testar o app do Blogger pro Android.
Pêndulo ao vento
Meus versos têm saído de trás pra frente nestes dias.
A vista enevoada ajuda - fazer poemas também é modelar nuvens - mas não ultimamente.
Começo a escrever sobre o garoto passando na calçada, me vejo descrevendo Shiva Nataraja.
Penso em feltro, vejo uma menina.
Embora não pareça, tudo entrelaçado por fios finos e longos ao largo numa estrada, prontos pra serem puxados e derramarem tudo sobre esse papel parado à minha frente.
terça-feira, 12 de julho de 2011
O entre.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Astronomia e Poesia
Passeio
domingo, 5 de junho de 2011
O subjeto [trecho]
Havia na estante uma edição das Fábulas Enganosas, com a capa carcomida e desbeiçada. No lugar da lombada, apenas os cadernos e suas costuras desguarnecidas, algumas soltas. O alfarrábio chamou minha atenção e, por fim, acabei retirando-o da prateleira.
Folheando a esmo, parei na página 49, curiosamente no início de uma das fábulas mencionadas pelo título. O nome, estranhíssimo: O Subjeto. Falava de um coelho que se encontrava com um animal de características fantásticas, um anticoelho, ou uma antipantera ou um antibasilisco, que a toda hora mudava de forma e de cor, assim como o som característico que produzia ao se metamorfosear, sempre misturando ao menos três sons diferentes dos animais mais díspares entre si. Ao mesmo tempo, aquele “antianimal” era inanimado. Um objeto, em suma, mas com tantas idiossincrasias quanto possível, e a maior delas era ser inanimado e ao mesmo tempo latir, zurrar e não ter pelos ou bico, e tendo-os. Era o tal do subjeto do título.